No acordo entre as empresas prevalece o buscador Bing da Microsoft e o Yahoo foca na venda de anúncios e criação de relacionamentos e conteúdo. Para o profissional de marketing em buscadores já muda alguma coisa.

Finalmente saiu a parceria entre a Microsoft e o Yahoo. Foi o assunto do dia ontem no mercado de buscadores. Espera-se que o novo Bing, buscador da Microsoft, seja bastante fortalecido pelo acordo.

Quais as implicações disso para a prática do marketing de busca (SEM, de Search Engine Marketing)?

Anotei dez delas. São ideias que circulam nos EUA neste momento. Logo teremos mais informações sobre o acordo. No momento, considere o seguinte (além do fato de que no Brasil o cenário é bem diferente, com o Google dominando mais de 95% do mercado):

    * Vale investir em SEO no Bing, pois suas buscas são mais ricas e organizadas (eventualmente mais relevantes), o que deve atrair usuários.

    * Apesar do pequeno market share (cerca de 8% nos EUA), usuários do Bing geram mais conversões e cliques nos anúncios (ainda se discute exatamente porque).

    * Com a parceria, o Bing Yahoo terá 28% de share, atraindo, pelo seu tamanho, mais spams e outras práticas manipulativas, o que pode afetar sua relevância.

    * Espera-se que muitos anunciantes que só trabalhavam com Google passem a fazer PPC também com os parceiros Bing.

    * Agora todos querem explorar as ferramentas de análise SEO do Bing (Bing Webmaster Tools), prevendo o crescimento do buscador.

    * O registro de negócios locais no diretório Bing se torna importante já que o buscador destaca as listas locais em suas buscas.

    * O Bing passa a contar com a valiosa base de dados do Yahoo para customizar seu serviço por segmento-alvo e tipo de usuário.

    * Muitos usuários e clientes do Yahoo nos EUA temem que a empresa desative recursos de busca como diretório, Delicious, maps, etc.

    * Como o Yahoo manterá certa independência, especula-se que a sua busca siga critérios um pouco diferentes das buscas feitas via Bing.

A parceria com o Bing pode liberar o Yahoo para investir cada vez mais em conteúdo.