| 23 Novembro 2011
Se os telefones celulares se tornaram uma espécie de controle remoto, ainda falta adaptar o mundo offline em que vivemos para que ele responda de maneira personalizada. Hoje, uma das tecnologias que faz a ponte entre os mundos offline e online é o QR Code, cujo uma pesquisa recente indica que somente 19% dos consumidores com smartphones têm o hábito de usar. O que não é uma surpresa, já que apesar de trazer possibilidades interessantes, convenhamos, não tem a experiência de usuário das mais incríveis.
No meio do ano, o Museu de Londres se juntou com a Nokia e espalhou tags ativadas por NFC que permitem que os visitantes compartilhem informação com apenas um toque no celular, além de acessar conteúdo extra sobre as exibições e fazer pagamentos.
Há outras boas ações, como foi o caso da Asics com o Support Your Marathoner, que o Rafael Merel mostrou no B9. A Coca-Cola também já explorou as possibilidades em um parque de diversões de Israel, onde os visitantes usavam pulseiras com RFID integradas com seu perfil no Facebook. Quando eles curtiam uma atração, bastava passar por um sensor, que publicava aquilo na rede social. No Brasil, a Royalpixel fez algo parecido recentemente, no NoCAPRICHO.
O único inconveniente é que estas ações dependem de um chip que pode estar em uma pulseira ou até em um adesivo, o que funciona bem em eventos, mas não para o dia a dia do consumidor. Imagine o fim de cartões de fidelidade quando os celulares com NFC se popularizarem. Um aplicativo de lojas de roupas pode guardar suas informações de preferências, formato de corpo e com um simples toque a loja vai conseguir te indicar produtos e disponibilidade de tamanhos, tudo o que a gente já consegue fazer há algum tempo no e-commerce. E quem sabe um tanto mais?
