Em um dos tantos eventos do Ano da França no Brasil, foi inaugurada no dia 13 de agosto, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, a exposição "Ícones do design".

São 22 produtos de cada país, com obras realizadas por designers franceses e brasileiros desde o início do século XX, como a Chaise longue LC4, de Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand; a calçada de Copacabana, com redesign de Roberto Burle Marx; a caneta Bic; as sandálias Havaianas; o espremedor de frutas Juicy Salif, de Philippe Starck; e a poltrona Mole, de Sergio Rodrigues.

A curadoria é do francês Cédric Morisset e da brasileira Adélia Borges, a mostra destaca a presença do design no cotidiano das pessoas e propõe ainda uma reflexão sobre a presença dos objetos na construção da memória individual e coletiva. Questiona, por fim, sobre o que confere a um objeto o status de "ícone".

Segundo Morisset afirma em material da assessoria de imprensa da  exposição, esse título de ícone vem simultaneamente de vários atributos: não só a história, o sucesso comercial, a notoriedade, a escolha e o reconhecimento dos aficionados, mas também a capacidade do objeto de marcar simbólica e visualmente a sua época, ao mesmo tempo em que relega seu valor de uso a uma posição secundária.
 
Em seu trabalho de curadoria, Adélia Borges afirma ter selecionado produtos que apresentaram no decorrer dos anos uma grande penetração no dia-a-dia dos brasileiros e aqueles cuja criação foi importante para a história de nosso design.

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